Sim.

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Um punhado de bem, um punhado de mal. É só misturar com água.

22 de julho de 2024

ILustríssimo

Lindo, imponente, potente, brilhoso.

Trezentos e setenta lâmpadas de puro vidro translúcido e cristalino. 

Quando aceso, admirável. 

Iluminava toda aquela escuridão com sua luz interior.

Chegava a lacrimejar os olhos involuntariamente afixados.

Era o maior da casa.


A dona de casa tira a poeira, limpa o tapete. 

Varre, passa pano no piso amadeirado original de sei lá quantos séculos atrás.

Assim que termina, por uma questão de segundos, ao sair do espaço o teto cai. 

Sente o vento forte logo atrás de si, tocando em suas costas. 

- Você "tá" bem?

- Menina, eu acabei de sair daí. Por uma questão de segundos ia cair tudo na minha cabeça!


Engraçado que até pra cair escolheu o piso limpo e cheiroso.

Trezentos e setenta lâmpadas agora eram alguns milhares de estilhaços.

De puro vidro translúcido cortante e cristalinamente perigoso.

- Ainda bem que saí a tempo, eu ia morrer...

- Mas, finalmente, o que houve?

- O teto caiu. 


Caiu.

Depois de todos esses anos, não aguentou mais o peso do lustre.

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